O primeiro acorde da música “Iron Fist” pegou os fãs despercebidos de surpresa. Poucos minutos após a apresentação da banda pernambucana de death metal Decomposed God, o trio inglês do Motorhead subiu ao palco do Chevrolet Hall para desfiar o repertório mais aguardado da noite. Para os interessados em assistir ao show de perto, a satisfação em chegar a um ponto privilegiado em curtas caminhadas. A 17ª edição do Abril pro Rock atraiu um público tímido nesta sexta-feira. Não mais do que cinco mil pessoas marcaram presença no espetáculo. Espaços abertos para a formação de rodas de pogo, tradicional bate-cabeça e exacerbação da idolatria pela atração internacional.Às 23h30 - quase pontualmente, como a maioria das bandas -, Lemmy Kilmister (baixo e vocal), Phil Campbell (guitarra) e Mikkey Dee (bateria) fizeram o local parecer lotado. E evocaram o coro do público energizado por músicas como “Be my Girl” e “Evolution”. As pulsações foram aceleradas pelo pedal duplo do baterista. A vibração do som fez - literalmente - o corpo estremer e o ouvido zunir. Canções do álbum “Motörizer”, lançado em 2008, discorreram na maior parte do set list.
O trio inglês causou histeria até em fãs acostumados a rotinas de tranquilidade, como o psicólogo Carlo Duarte, 35 anos. O interesse em ver a apresentação do Motorhead o levou a encarar uma viagem, de mais de cinco horas, da cidade de Areia, na Paraíba, rumo ao Recife. Unicamente para ver a apresentação. “Cheguei agora há pouco e já volto depois do show. Desde menino, escuto a banda, que eu considero uma das maiores da história do metal”, declarou. Curiosidade: a trajetória do grupo teve início no ano de 1975.
Depois de pouco mais de uma hora de show, a banda se despediu do público. Os gritos de “Motorhead, Motorhead, Motorhead”, no entanto, instigaram a banda a voltar e realizar o momento apoteótico do show. O trecho “country”, com Phil Campbell e Mikkey Dee sentados em um banquinho, tocando violão, precedeu o vibrante clássico “Ace of Spades”. Fez agitar até quem estava sonolento.
Por fim, as saudações de “obrigado, Recife” e a estridência das caixas de som deixaram o clima de satisfação nos espectadores. Sequer os leves momentos de microfonia levaram o público a se arrepender do alto investimento
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